Editorial

cena do filme 'Man in The Chair', Michael Schroeder, 2007.

Que comece o espetáculo 

Eu tinha 6 anos quando os meus pais me levaram ao cinema pela primeira vez. O ano era 1997 e o filme, Titanic. Não era nada muito atraente para uma criança, mas ver as coisas acontecendo, ali na tela grande, me garantiram duas coisas: eu não viveria sem cinema e o Leonardo DiCaprio é um ator sensacional! Depois disso foram vários filmes, entre live actions e animações, que foram formando minha bagagem cultural, tornando-a bem eclética. O colegial foi uma época importante, estudava perto do cinema e uma vez ou outra eu conseguia ver os lançamentos da semana, além de pagar meia, conseguia aproveitar as promoções. 

Já era agosto de 2011 quando em meio a uma daquelas minhas aventuras de ir ao cinema sozinho, para a primeira sessão do dia onde encontrava uma sala com poucas pessoas, me surgiu a ideia de escrever sobre o que assistia. Então minha primeira empreitada foi Planeta dos Macacos – A Origem, no já extinto portal Frequência Global. Depois disso sempre comecei a passar minhas experiências de cada sessão. Foram inúmeros filmes, sempre aprendendo como escrever e atrair o público para aquele universo que tanto me chamava. Depois disso vieram alguns outros portais e blogs, nos quais aprendi ainda mais, por meio de cabines e coletivas de imprensa.

Certa vez li em ‘Cinema ou sardinha’, de Guillermo Cabrera Infante, um texto que traz como título “Por quem os filmes dobram”. Nele o autor conta como o cinema se modifica em prol de seus espectadores, com legendas e dublagem fazendo cada película ultrapassar fronteiras políticas e culturais. Finaliza dizendo que é por esses espectadores que os filmes dobram. Vez ou outra me pego pensando nisso e percebo mais uma vez como o cinema pode ser grandioso, então esqueço o cansado causado pela correria do dia a dia e parto em busca de mais uma aventura na tela mágica. 

Atenciosamente, Tadeu Elias Conrado.

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