Marceline. Uma Mulher. Um Século (Marceline. Une Femme. Un Siècle, 2018)


É TUDO VERDADE - Quantas histórias vivemos em um ano? Em Marceline. Uma Mulher. Um Século vemos histórias de 100 anos. O documentário da diretora francesa Cordelia Dvorák traz a história de vida da cineasta e escritora Marceline Loridan-Ivens, nascida em 1968 em Paris. De família judia, vinda a Polônia, ainda jovem foi deportada justamente com seu pai, passando a viver no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau.

Marceline é uma mulher forte. Não é preciso esperar ela dizer para notar isso, basta ver a determinação em seus olhos. Cordelia a segue em qualquer lugar que ela vá, embora a maior parte do cenário seja a sua sala, também se destaca a sua vaidade em outros ambientes, como o salão de beleza, onde ela vai retocar o vermelho de seus cabelos. As cenas gravadas pela diretora se misturam com filmes como Crônicas de um Verão (1961) e 17th Parallel - Vietnam in War (1968), e desde do início de seu carreira, vemos a determinação de Marceline.

Sua estadia em Auschwitz a deixou mais forte. Foi lá que Marceline conheceu Simone Veil, futura ministra da saúde que defendeu a despenalização da interrupção voluntária da gravidez na França. fortemnete influencia e determina, Marceline fez o que mais gostava, um cinema que buscava o cotidiano. O dia a dia das pessoas eram destaques em seus filmes, na China foram inumeras horas de gravação, que resultou em Como Yukong Moveu Moveu as Montanhas, um retrato sobre a vida do povo chinês e seu desenvolvimento social e cultural.

Marceline. Uma Mulher. Um Século é um documentário que merece atenção. Além da vida impressionate de Marceline (que faleceu em 2018), toda a produção de Cordelia Dvorák é excelente. A direto soube captar toda a emoção que as lembranças de Marceline poderiam causar nela. O filme é um reflexo de uma pessoa que aprendeu muito em seus 100 anos e através dele, tem a oportunidade de nos ensinar um pouco disso tudo.

Comentários

Postagens mais visitadas