Man In The Chair (2007)


É sempre mais prazeroso ver o cinema falando sobre si. Nesses casos vivemos mais que a história da sétima arte, vivemos a visão intimista que um diretor ou roteirista tem de seu trabalho e evolução no mesmo. Man in The Chair é isso, uma crônica que o diretor e roteirista Michael Schroeder consegue transpor através de uma produção que crítica e emociona.

Flash Madden (Christopher Plummer) é um diretor hollywoodiano esquecido pelo tempo, seu dia a dia se resume em ingerir bebidas alcoólicas e apontar o cinema atual como medíocre. Quando Cameron (Michael Angarano) aparece em busca de um diretor para ajudá-lo a ganhar um concurso da escola, Flash precisa rever seus conceitos e reencontrar o que outrora foi seu maior prazer.

Embora seja uma excelente produção, com atuações a altura, Man in The Chair foi pouco comentado em 2007, uma tremenda injustiça. A história vai além da situação de Flash (grande atuação de Plummer) e faz uma crítica social sobre a situação e casas de repouso para idosos nos EUA. A cena que mais me marcou foi algo relativo a isso, quando um amigo de Flash (outra boa atuação de Emmet Walsh) precisa escrever um roteiro para Cameron e usa um computador para fazê-lo. Essa nova descoberta começa com uma explosão de sentimentos e segue um caminho de terror quando o personagem vê toda a destruição física e psicológica que o ser humano é capaz de causar.

A crítica feita por Michael Schroeder é válida para muitos lugares, incluindo o Brasil. O descaso com idosos é algo recorrente e ele busca, através do seu filme, chamar a atenção para essa questão. Man in The Chair emociona, com uma história bem amarrada e significativa, a produção de Schroeder mostra que deveria chegar muito além do pouco espaço que teve.

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