Gun City (La Sombra de la Ley, 2018)


Em um cenário muito bem ambientado, Gun City, do diretor Dani de la Torre, nos apresenta uma Espanha dos anos 1920 em um romance policial que relembra os clássicos lançados na década de 80. Embora cometa alguns pecados, o filme mostra a qualidade de produção que a Netflix possui, mesmo quando o produto não é feito para o cinema.

Aníbal Ariarte é um policial misterioso que vai de Madri a Barcelona para investigar o desaparecimento de armas do exército. Um grupo de anarquistas são suspeitos do roubo e durante a investigação uma luta entre eles e a polícia começa. Ariarte acaba fazendo um jogo duplo, onde seu único objetivo é recuperar as armas roubadas e evitar que uma verdadeira guerra comece nas ruas da cidade.

O maior erro de Gun City está na construção de seus personagens. Embora todas as atuações sejam ótimas, falta profundidade no roteiro. Todos são apresentados de maneira superficial, até mesmo o protagonista, impedindo um envolvimento maior com o filme. Claro que levaria muito mais que 126 minutos para que isso acontecesse, então seria o caso de uma minissérie, o que cairia muito bem para a história.

A semelhança com filmes mais antigos do gênero é um ponto positivo, com isso De la Torre consegue nos dar referências, ajudando na ambientação. Se os personagens fossem melhor trabalhados, certamente a imersão seria maior, mesmo sendo um filme que se assisti em casa e não nos cinemas.

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