Quase Memória (2018)


Esse filme tem me perseguido. Abri esse post no blogger ainda em abril, mas só agora tive uma cooncepção mais clara do que o diretor Ruy Guerra pretende mostra com sua produção. Quase Memória nos leva a uma viagem que permeia entre o real e o imaginário, onde um homem de meia idade entra em questionamento com uma versão mais nova de si, através das suas quase memórias.

Adaptado do livro homônimo de Carlos Heitor Cony, o filme mostra Carlos em duas época diferentes. A chegada de uma correspondência inesperado causa o encontro dos dois que, juntos no mesmo espaço-tempo, divagam sobre o pouco que lhes resta de sua memória. O que um lembra, pode não ser a mesma coisa que o outro, daí surgem conflitos, complementos e até mesmo deserções de suas lembranças.

O tempo que separa os dois é mostrado através de notícias. Enquanto o Carlos mais novo vive a repressão da ditadura militar, sua versão mais velha recebe a notícia da morte de Ayrton Senna. Mas quem ganha maior destaque é Ernesto (João Miguel), o pai. Responsável pelas cenas mais cômicas, ele toma maior parte do filme, tendo sempre suas aventuras contadas por outros personagens. 

Quase Memória é uma obra de Ruy Guerra. Embora fuja um pouco do livro, o diretor toma a liberdade de usar sua criatividade na construção da história, contando com um ótima atuação de Tony Ramos.

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