Meninas Aranha (Niñas Araña, 2017)


Baseado em fatos reais, Meninas Aranha conta uma história muito repercutida no Chile. Dirigido por Guillermo Helo, o filme mostra o caso de três jovens que, em 2005, escalavam prédios de luxo para praticar seus roubos.

O filme começa com Avi, Cindy e Estefany, ambas com 13 anos, furtando uma banca para conseguir uma revista juvenil. Em posse da revista, elas se deslumbram com a casas e roupas de famosos e almejam um dia viver assim. Então decidem visitar os bairros mais ricos da cidade, para ver como a classe alta vive. A vontade de ter todas aquelas coisas que veem nas vitrines do shopping e estarem ali, tudo tão fácil, as levam a cometer o segundo furto mostrado pelo filme. Quando damos conta, já estão entrando em apartamentos.

Meninas Aranha funciona mais como um fácil documentário, embora simplista demais. Existe uma crítica social, a situação das garotas, o bairro onde moram (a "comunidade modelo", em Peñalolén) e seus problemas pessoais as levam a cometer esses delitos. Mas acredito que tenha faltado um aprofundamento na questão. Tudo isso foi mostrado de maneira muito superficial, como se não fosse o ponto chave do filme.

Por fim, Meninas Aranha não recebeu a atenção que uma história como essa merecia. O filme não chegou nem a participar de festivais no próprio país e pouco ouviu-se sobre ele em 2017. Embora tenha ganhado minha atenção, não tenho certeza se é um filme que vale o tempo dedicado a ele. A ideia é boa, mas a produção é muito fraca.

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