Uma Espécie de Família (Una Especie de Familia, 2017)


Embora não possa dizer com certeza, acredito que a emoção de ter um filho é algo inexplicável. Olhar aquela pequena pessoa pela primeira vez, pegá-la no colo. Em Uma Espécie de Família o diretor Diego Lerman nos mostra a saga de um mulher que procura esse momento e que, diante de tantas adversidades, busca uma forma de redenção.

Malena (Bárbara Lennie) é uma médica de classe média que decide adotar um bebê, então encontra Marcela (Yanina Ávila), uma grávida que passa por dificuldades financeiras e pretende entregar o bebê para quem tenha mais condições de criá-lo. Então Malena vai até Misiones, na Argentina, quando a mãe biológica está prestes a entrar em trabalho de parto, quando o dia finalmente chega a médica é surpreendida com o modo que o submundo da adoção funciona.

Enquanto assistia Uma Espécie de Família no cinema, pensei em como é facil notar quando um filme é latino, aquela necessidade de trazer o que está no fundo do personagem para fora é exposta em closes que revelam seus medos, alegrias, ou como Malena, dor.

O roteiro de Lerman e María Meira nos mostra todo o processo ilegal de adoção e como as pessoas podem ser cruéis umas com as outras, algumas vezes por necessidade, como o caso de Marcela, outras por pura ganância. O momento em que a protagonista vê seu bebê pela primeira vez, vemos que amor é o suficiente para ser uma mãe, não precisa ter o mesmo sangue ou coisas do tipo, e isso fica mais claro quando a criança é tomada de Malena.

Talvez a história não traga nada de inovador e, algumas vezes, até esfrie, mas lembrando que nem tudo que se acontece ali é ficção, vemos que é um belo trabalho, que vale o tempo gasto para assistí-lo.

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