Toni Erdmann (Toni, 2016)


Ouviu-se muito sobre Toni Erdmann no ano de seu lançamento, dirigido por Maren Ade, o filme foi aclamado por diversas mídias especializadas e, mesmo não ganhando destaque em algumas premiações, Toni é indicado pela massa como o melhor filme de 2016.

O longa vai além de uma comédia dramática, Maren Ade, que também assina o roteiro, nos entrega uma crítica social, que aborda a atual situação que muitos se encontram hoje. Ines (Sandra Hüller) é uma mulher insensível e objetiva, bem sucedida em seu trabalho que, resumidamente, é diminuir o gasto das empresas demitindo funcionários. Em um final de semana ela viaja de Bucareste (Romênia) até uma cidade da Alemanha, onde sua família vive. Seu pai, Winfried (Peter Simonischek), é um excêntrico professor de música, que leva a vida, as vezes dura, entre uma piada e outra.

Depois da visita apressada da filha, Winfried viaja até Bucareste para uma visita surpresa, mas suas piadas acabam gerando um certo desconcerto em Ines, então com tudo indo por água abaixo, ele decide criar um alterego, Toni Erdmann.

O que Ade nos entrega é um filme estranho, mas verosímel. Sua estranheza vem da naturalidade de como a peculiaridade de cada personagem é descoberta por eles mesmo e mostrada ao público. Temos dois personagens totalmente opostos buscando sentimentos que gritam dentro de si, mas que no fim o que ambos querem é achar um lugar no qual se encaixar.

Toni Erdmann foi exibido recentemente no Festival Sesc Melhores Filmes, mas bem antes disso recebeu o prêmio da crítica em Cannes e foi nomeado para o Oscar, Globo de Ouro e Befta.

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