Laura (2016)


Hoje vi uma imagem engraçada no stories, nela um rapaz convidava uma desconhecida para sair e, pensando nos riscos que ambos corriam, propôs que cada um levasse uma faca, como garantia. É engraçado, mas se pararmos para pensar um pouco no caso, se encaixa perfeitamente a realidade.

Mas como aqui eu falo sobre filmes, vamos lá. Como se ja fosse planejado, assisti no Canal Brasil (enquanto esperava o jogo começar) Laura, filme produzido em Londrina, com direção de Jonathan Murphy e com Priscila Sol no papel principal.

Laura é uma jovem solitária que vive um relacionamento amoroso com seu cunhado, Ben (Eucir de Souza), mas quando ele decide acabar com tudo, ela não consegue lidar com a situação. Buscando um jeito de esquecer tudo, ela conhece Noah (Yoram Blaschkauer) em uma rede social. Noah começa a perseguí-la dizendo que está apaixonado, então Laura usa esse amor para tentar voltar com Ben.

Laura não é uma grande produção, embora a fotografia seja ótima (méritos a Hugo Takeuchi), a forma como ele é rodado, com cenas onde os personagens não contracenam dá o aspecto de solidão que transborda da vida de Laura, mas distancia um pouco o espectador que não está acostumado com esse tipo de cinema. Jonathan Murphy escolhe uma forma diferente, mas que não é ruim, tanto que Priscila Sol recebeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cinema Independente da Lituânia e a produção recebeu boas críticas fora do Brasil.

Mas o que mais prendeu minha atenção foi o tema, algo corriqueiro no dia a dia de muitas pessoas que não estão participando de um filme, mas sim vivendo a cena real. Como saber quando confiar em alguém que conhecemos pelas redes sociais e como lidar com isso, talvez nunca vamos saber ao certo, já que, como já disse Raul: "Cada um de nós é um universo".


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