Familia Rodante (2005)


Dizem que quanto maior a família, maiores são os problemas. Isso é fato, aqueles que têm uma família grande podem confirma a qualquer um. Mas também são capazes de dizer que não saberiam viver de outra forma. É isso que Pablo Trapero (mesmo diretor de Elefante Branco) nos entrega em Familia Rodante, uma história de amor, companherismo, fidelidade e muita confusão.

No filme indenficamos fácilmente a posição de cada um, reunidos pela matriarca para uma viagem saindo de Buenos Aires e indo até uma cidade que faz fronteira com o Brasil. A viagem é longa e juntar tanta gente em um pequeno trailer não é uma terefa fácil, se de longe já é difícil lidar com as diferenças, ali, em um lugar apertado, é preciso aprender a aturar cada uma delas, ou ceder a loucura.

Mas não é só de comédia que a viagem segue, a forma como Trapero filma, com a câmera tão próxima de personagens e objetos, nos sentimos como parte da família e notamos, aos poucos, cada angustia de alguns personagens. Algumas delas se encaixam perfeitamente em situações que alguns de nós já vivemos, outras, mais intensas, que temos medo de chegar a viver. 

Mas como sempre, no final quase tudo dá certo, chegam ao seu destino e, para nós, só resta imaginar como foi a voltar. Em Familia Rodante, terceiro longa de Trapero (lançado no já distante 2005), vemos que os problemas familiares não são exclusivos de alguma pessoa, são tão comuns que o diretor pôde retratar com um simplicidade desconcertante, levando-nos a uma reflexão do que é viver dentro de uma família tão grande e como é bom ter alguém para manter a liga, fazer com que todos, sempre que precisarem, sintam-se unidos. 


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